Deixe-me Entrar respeita o filme original mantendo a mesma trama sombria e envolvente

Postado dia 29 de janeiro de 2011 em Crítica
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Hollywood teima em querer adaptar grandes sucessos de bilheteria do mercado europeu. É inexplicável alguns remakes americanos que acabam destruindo todo o universo presente no original resultando em um longa fraco e sem entusiasmo.
Quando anunciaram o remake de Deixa Ela Entrar (Let the Right One In), filme sueco de 2008 inspirado no romance de John Ajvide Lindqvist, coloquei os dois pés atrás para esta adaptação que não tinha o porquê de ser refilmada.

Let me In 05 Deixe me Entrar respeita o filme original mantendo a mesma trama sombria e envolvente

Porém, rebatizado de Deixe-me Entrar (Let Me In), o longa dirigido por Matt Reeves (Cloverfield) segue o caminho totalmente contrário dos outros remakes e manteve o mesmo tom soturno e envolvente, demonstrando um respeito com o original.
A trama segue a mesma linha e mostra
Owen (
Kodi Smith-McPhee),

um garoto de 12 anos que é

sempre hostilizado pelos garotos de sua escola. Negligenciado por seus pais que passam por um processo de separação, Owen vive isolado, espiando o que acontece nos vizinhos e fantasiando sua possível vingança contra os valentões de seu colégio. Sua vida muda quando ele conhece sua nova vizinha, a misteriosa Abby (Chloe Moretz) que vive com o seu guardião (Richard Jenkins).


Para quem acompanhou o filme sueco e vai acompanhar este remake, vai notar as semelhanças e lógico, as diferenças. Mas o importante neste longa foi o de não descaracterizar os personagens ou a história (característica marcante de hollywood).

Owen se mostra até mais solitário do que o Oskar do original. Kodi

Smith-McPhee passa toda a insegurança e o medo de seu personagem, sendo até mais convincente em suas cenas. Chloe Moretz, a Hit-Girl de Kick-Ass, demonstra um extremo talento em um papel dramático. A atriz consegue ser carismática quando mostra o lado ingênuo de Abby, e assustadora quando aparece como uma vampira. É inegável o dedo de Matt Reeves que enfatiza uma maior ligação entre Owen e Abby, tornando a química entre os dois ainda maior e dando uma característica mais dramática à história.

O diretor apenas peca em adaptar algumas cenas do longa sueco. Exemplo da cena da piscina que não teve o mesmo efeito. Porém, nas outras sequências mais empolgantes, com a ajuda dos recursos que tinha em mãos fizeram ter um resultado bem mais satisfatório.
Deixe-me Entrar supera todas as expectativas. Com um ótimo roteiro e um elenco competente, o longa manteve os mesmos elementos presentes da fita sueca. A trama não fez feio e merece ser vista. Recomendo!
NOTA: 8.5/10
Cenamais 2010 - 2012