Cenamais entrevista Antonia Fontenelle

Postado dia 4 de julho de 2011 em entrevista
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O Cenamais conversou com Antonia Fontenelle, atriz e produtora, que está no elenco do filme Assalto ao Banco Central, com estreia marcada para o dia 22 de julho em circuito nacional.

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Olá, primeiro muito obrigado em nos atender. Gostaria que nos contasse o início de sua carreira para quem não conhece o seu trabalho.
Aos 18 anos de idade recém-chegada do Piauí, vim pro Rio de Janeiro estudar artes cênicas, comecei na escola Martins Penna. Sempre quis ser atriz. Aos 15 anos já apresentava programa no rádio.
Você trabalhou em Malhação. É diferente trabalhar em um programa destinado ao público jovem? Ou você encara como um mesmo tipo de trabalho para um público adulto?
Acho que os jovens são mais exigentes, críticos e sabem muito bem o que querem, ou pelo menos acreditam que sabem. Um produto destinado aos jovens tem que ser muito bom.
Você está trabalhando no longa Assalto ao Banco Central, que conta a história do maior roubo a banco no Brasil. Como surgiu a ideia do filme?
Quando conheci Marcos Paulo, diretor do longa e meu marido, ele me disse que tinha um desejo de dirigir cinema. Um belo dia tive a feliz ideia de argumentar o Assalto ao Banco Central para o cinema e demos a sorte de encontrar bons parceiros como a Total Filme e Fox Film. Fiz um excelente casting, o roteiro é maravilhoso, porque a história é incrível e o resultado está sendo esse. Antes de estrear respiramos ares de muito sucesso, graças a Deus e o amor com que toda a equipe realizou este projeto.
Qual foi o principal objetivo em trazer para as telas essa história real?
Mostrar que nosso sistema de segurança é falho ou que temos mentes brilhantes no crime. Foi o segundo maior assalto a banco no mundo, acontecido no nordeste do país. Até concretizarem o filme, não sabemos que houve uma morte, ou seja, coisa de filme.
Marcos Paulo, dirige Assalto ao Banco Central, e é seu marido. É a primeira vez que trabalham juntos? Como foi trabalhar com ele no set?
É a segunda parceria. Recém saí de uma turnê onde ficamos dois anos em cartaz, com muito sucesso graças a Deus, com uma peça chamada “Vidas Divididas”, texto de Maria Adelaide Amaral. Produzi e interpretei uma travesti na história, convidei Marcos Paulo para dirigir e ele topou, foi uma experiência deliciosa. No filme fui muito pouco ao set. Meu trabalho árduo foi antes de iniciarem as filmagens. Minha participação como atriz é pequena. Volta e meia ia no set para dar um “oi” para todos. Ficamos muito grudados, virou uma família, mas resumindo a ópera: a minha relação profissional com Marcos Paulo é muito interessante, nos respeitamos e nos ouvimos muito.
Poderia nos contar sobre sua personagem no filme?
Intitulo Regina como uma mulher misteriosa e controladora. Só entra em cena uma vez, mas vocês terão a mesma impressão. Só assistindo para saber do que estou falando. É uma personagem interessante.
Assalto ao Banco Central conta com um grande elenco, entre eles, Milhem Cortaz, Lima Duarte, Eriberto Leão e Milton Gonçalves. Como foi para você estar ali trabalhando com experientes atores?
Assinei o casting, convenci cada um de que sem eles não existiria o filme em que eu e o Marcos Paulo estávamos pensando em fazer. O elenco está incrível, veteranos como Lima Duarte e Antonio Abujamra, trocando experiências com jovens amigos que já trabalhei no teatro. Por exemplo: Tem uma dupla de milicianos feito por Marcelo Gonçalves e Jorge Medina, dois atores que tiveram poucas oportunidades. Já trabalhei no teatro com os dois, eles entram em cena fazendo barulho, me orgulho de poder dar oportunidade para amigos talentosos. É importante dizer que serei eternamente agradecida a Walkíria Barbosa (produtora do filme e dona da Total Filmes) por ter me dado o voto de confiança para assinar o casting. Afinal, o sucesso de uma produção, seja ela no cinema, teatro ou tv, se dá ao elenco e roteiro. Sem esses dois elementos, não há história que dê certo.
O cenário do cinema nacional está bem diferente de anos atrás. Contudo, ainda é difícil fazer cinema no Brasil?
Muito difícil. As empresas ainda não tem o hábito de investir na arte, e são preconceituosos no sentido de que eles não entendem que inserir sua marca no produto de sucesso independente do tema abordado, tem o retorno garantido. No nosso caso, tivemos imensas dificuldades por se tratar do tema “Assalto”. Bobagem, precisamos mudar esse pensamento. Hollywood está aí para provar o que estou dizendo e poderemos ser tão bom quanto ou melhores do que eles, potencial para isso nós temos.
Bem Antônia, muitíssimo obrigado em nos atender. Estaremos acompanhando tudo sobre Assalto ao Banco Central e conte sempre conosco.
Eu que agradeço, muito sucesso para nós. Beijos

Ps: Por último gostaria de dizer que: Acreditem nas suas ideias e os demais te seguirão.

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